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“MAIAMBIENTE” VAI IMPLEMENTAR MODELO “POLUIDOR-PAGADOR” COM PROJETO PIONEIRO A NÍVEL NACIONAL! (exclusivo) (in ETCeTal jornal)01-05-2018

A empresa Maiambiente, que é detida na sua totalidade pela Câmara Municipal da Maia (CMM), quer até ao fim do ano de 2019 fazer com que cada habitação pague apenas os resíduos que gera. Este projeto pioneiro será o próximo objetivo da Maiambiente, tornando, assim, a fatura mais justa para o munícipe. Paulo Ramalho, presidente da Maiambiente informou que este projeto já vem sendo desenvolvido há algum tempo e disse ao Etc e Tal Jornal (EeTj) que para que o mesmo seja implementado na Maia apenas falta pôr a funcionar o centro de gestão informática que irá gerir todo o processo.

Paulo Ramalho referiu que este projeto apenas consegue ser pioneiro e líder em termos nacionais graças a uma série de fatores e de uma estratégia integrada, começou pela iniciativa da CMM que em meados dos anos 90 implementou uma obrigatoriedade para todos os edifícios destinados à habitação construídos após essa data, de terem um local onde alojar os contentores para resíduos urbanos sólidos.

Após esta iniciativa e já em 2001 a empresa Maiambiente foi criada para entrar em funções em 2003, desde essa data que se está a implementar o método que atualmente está em vigor na cidade da Maia e que consiste na existência de 4 contentores (indiferenciados, vidro, papel e embalagens) em cada residência, tendo sempre em conta se é prédio ou moradia variando assim o tamanho do contentor, sendo estes recolhidos, conforme calendário divulgado anualmente, porta a porta consoante o tipo de recolha.

Um outro fator muito importante e que nos foi amplamente referido é o papel que o munícipe detém neste projeto, pois sem o trabalho deste, o projeto há já muito tempo teria deixado de funcionar, referiu Carlos Mendes que é o diretor-geral da Maiambiente, “a separação que é feita por cada munícipe é fundamental neste processo todo” disse ainda.


Existindo cerca de 80 combinações diferentes na cidade da Maia, no que se refere ao calendário de recolhas, a Maiambiente tem mais de 30 mil pontos de recolha espalhados pela cidade e que são recolhidos por 18 viaturas porta a porta bem como nos cerca de 100 ecopontos (vulgarmente designados por contentores). Conta ainda com cinco EcoCentros que se situam nas freguesias de Águas Santas, Nogueira, Folgosa, Moreira e Castêlo, fazendo com que seja um dos concelhos com mais EcoCentros do País, nestes locais os munícipes podem depositar grandes volumes dos diversos materiais existentes.

Questionados se num universo de tantos pontos de recolha não existiriam falhas, foi-nos respondido que “num ano fazem-se cerca de 5 ou 6 milhões de recolhas havendo por ventura cerca de 100 falhas, falhas essas que quando são reclamadas já foram detetadas pelo sistema informático estando até já a ser tratadas, pois cada contentor detém um micro chip que deteta se determinado contentor foi despejado, podendo até o operador informar a central, clicando num determinado botão do veiculo no momento do despejo, que o contentor que está a ser despejado se encontra em mau estado de conservação, para assim os serviços procederem à sua troca ou reparação” informou Carlos Mendes.


“É muito importante que o munícipe reclame para se corrigir as falhas e para se perceber o índice de satisfação”

Com uma equipa de 124 trabalhadores, a Maiambiente é totalmente sustentável, conta apenas com as tarifas cobradas aos munícipes pela recolha dos resíduos urbanos sólidos e detém um grande rácio de eficiência, labora em dois turnos das 7h às 22h de segunda a sexta-feira.


Como o EeTj já referiu, o próximo objetivo da Maiambiente é conseguir fazer com que o valor pago pela recolha de resíduos deixe de constar na futura da água, pois esta está diretamente ligada ao consumo da mesma e não aos resíduos gerados por cada família, “será muito mais justo que cada família apenas pague em função dos resíduos que gera” disse Paulo Ramalho.

O nosso interlocutor disse ainda que a Maiambiente apenas paga o tratamento dos resíduos indiferenciados à Lipor e que os que estão em conformidade para serem reciclados não são cobrados, pois geram receita à Lipor, assim, quanto mais se reciclar menos despesa se terá, podendo assim direcionar essas verbas para outras rubricas tais como o investimento em meios de recolha mais ecológicos (veículos a gás e até elétricos que serão apresentados já este mês de maio) ou em ação social entre outras. Com este novo e pioneiro passo, num futuro próximo a Maiambiente poderá apenas cobrar as recolhas que fizer em cada habitação, fomentando assim, ainda mais, a prática da reciclagem nesta cidade.


A cidade da Maia consegue reciclar cerca de 70kg/ano de resíduos produzidos por pessoa – em média cada pessoa produz cerca de 430kg ano – havendo meses que indiciam estarem a chegar perto dos 75kg/ano, sendo a meta os 100kg/ano, de referenciar que os outros municípios que trabalham com a Lipor têm uma meta de 50kg/ano por pessoa para o ano de 2020, este facto chama a atenção para outras cidades, que procuram adquirir o conhecimento que a Maiambiente detém visitando e investigando o trabalho feito no conselho da Maia no que se refere à recolha de resíduos urbanos sólidos.

Foi-nos referido que os principais focos da Maiambiente é em primeiro lugar a preservação do meio ambiente seguido da economia circular, que visa fazer com que os materiais voltem à cadeia de produção fomentado assim a economia, tornando assim possível uma redução no valor da fatura cobrada ao munícipe.


Paulo Ramalho referiu ainda que todos os resíduos urbanos sólidos indiferenciados seguem para a Lipor II onde são incinerados ajudando assim na produção de energia elétrica, esta energia é injetada na rede elétrica para ser vendida pela Lipor, já os outros resíduos potencialmente reciclados (vidro, papel e embalagens) seguem para a Lipor I onde são sujeitos a uma separação mais fina, nomeadamente no que se refere às embalagens, neste caso por haver embalagens de metal e plástico, havendo, no caso destas últimas, a necessidade de separação por tipo de plástico por haver um sem número de tipos de plásticos diferentes.

Os resíduos orgânicos, que são os que resultam do processo de preparação alimentar ou que resultam dos restos dos mesmos, esses, são encaminhados para um processo de compostagem, de salvaguardar que esses resíduos têm um depósito específico de cor castanha e que apenas as superfícies que produzem um elevado número deste tipo de resíduos o possuem.


O EeTj referiu a existência de dúvidas na sociedade sobre a efetiva reciclagem. A Maiambiente garantiu-nos, contudo, que não passavam de mitos; mitos esses que surgiram, muito devido aos camiões que recolhiam dois resíduos diferentes – embalagens e cartão -, no entanto foi-nos garantido que esses camiões teriam dois compartimentos diferentes e que nunca havia mistura de resíduos, no entanto e para combater esses mitos, esse processo de recolha foi abandonado sendo atualmente feita a chamada recolha mono-fluxo que consiste na recolha de apenas um resíduo especifico.

Para clarificar e comprovar esse facto, a Maiambiente convidou o EeTj a visitar as instalações da Lipor I e a acompanhar todo o processo, processo esse que registamos e que lhe mostramos na integra.

Referimos ainda que a entrega dos materiais com valor de reciclagem não são cobrados à Maiambiente, sendo assim fácil de entender o real benefício do trabalho de cada munícipe da Cidade da Maia para com o meio ambiente bem como para com a fatura a pagar.


Por último há que referir que nem a Maiambiente nem mesmo a Lipor fazem reciclagem, ou sejam o ciclo começa na casa das pessoas que fazem a separação, depois é recolhido pela Maiambiente que a entrega de seguida à Lipor para a separar, tratar e acondicionar de forma correta para aí sim ser recolhida para depois ser reciclada.

 


Informações • COMUNICADO DE PESAR • “MAIAMBIENTE” VAI IMPLEMENTAR MODELO “POLUIDOR-PAGADOR” COM PROJETO PIONEIRO A NÍVEL NACIONAL! (exclusivo) (in ETCeTal jornal) • FESTAS & ROMARIAS RENDEM MAIS DE 31 MIL TONELADAS DE RESÍDUOS E QUASE 10 MIL EUROS PARA INSTITUIÇÕES (in Primeira Mão) • RESÍDUOS NA MAIA VOLTAM A SER SOLIDÁRIOS (in NetResíduos) • NA MAIA OS RESÍDUOS VOLTAM A SER SOLIDÁRIOS (in Ambiente Magazine)
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