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Em Linha - Serviço de Recolha porta-a-porta

Workshop PAYT

Workshop PAYT – Pay As You Throw

Inquérito de Avaliação de Satisfação do Cliente

Inquérito de Avaliação de Satisfação do ClienteEstá disponível online o Novo Inquérito de Avaliação de Satisfação do Cliente da Maiambiente EEM. Contribua na avaliação dos serviços prestados pela Maiambiente e ajude-nos a prestar um melhor serviço ao Munícipe.31-05-2010

InformaçãoA Maiambiente, EEM vem pelo presente comunicar a todos os clientes, fornecedores e demais parceiros que desde o dia 27 de Abril de 2009 estamos localizados na Rua 5 de Outubro, n.º 359, na freguesia de Milheirós (antigas instalações do Matadouro Municipal).22-04-2009

Prémio Boas Práticas no Sector Público (4ª Edição)Menção honrosa a empresa municipal Maiambiente, Projecto: Sistema de Gestão Electrónica (Qualidade, Expediente, Operação, Pedidos e Reclamações)



Tarifa de lixo tem «preço social» (Notícia in Jornal Maia Hoje)27-01-2006

Tarifa de lixo

MaiaHoje - Qual é o balanço da actividade da Maiambiente em 2005?

Carlos Mendes - O ano de 2005 foi o primeiro ano em que a Maiambiente desempenhou de forma plena os serviços que lhe foram delegados pela Câmara, dado que só em 2005 é que foi completada a transferência de pessoal. Foi já um ano de "velocidade de cruzeiro", mas apesar disso, já se introduziram uma série de inovações ao nível da prestação de serviços que pretendemos dar continuidade em 2006. Destacaria o facto de ter sido em 2005 que concluímos o processo de certificação dos sistemas de gestão da qualidade. Realço o facto de ter sido um processo que foi concluído no tempo recorde de oito meses, quando a média é de dois anos, sendo um processo complexo do ponto de vista da sua constituição, uma vez que nós decidimos certificar todos os serviços da empresa, desde o atendimento ao público, passando pelas compras e incluindo os serviços prestados à população.
Neste ano arrancamos também com um serviço pioneiro no País que é o da recolha selectiva de cinco materiais. Foi um projecto apoiado pela Lipor, sendo que em 2006 pretendemos cumprir as fases restantes, que são quatro, cobrindo todo o Concelho com este serviço. Como particularidade, este serviço vai estar apenas disponível para edifícios colectivos equipados com compartimentos de serviços sólidos. Isto porque constituem o espaço físico onde se concentra mais população, sendo o que proporciona um crescimento mais rápido. Tínhamos como objectivo em 2005 crescer até 15% no material recolhido selectivamente, e segundo dados da Lipor, já atingimos os 19%. Para 2006, queremos chegar aos 25%, algo quase impensável no universo nacional.Engº Carlos Mendes
Um referência lateral para um conjunto de tarefas que têm a ver com o contacto com a população, como o arranque do Portal do Ambiente e de uma série de ferramentas de trabalho acessórias como a gestão documental electrónica que inclui reclamações ou pedidos, entre outros. No início do 2006 vamos fazer uma remodelação ao portal, no sentido de conseguir uma maior interactividade entre quem consulta o portal da empresa. Fizemos também uma profunda remodelação da frota. Quando pegamos no serviço tínhamos uma frota com uma idade média de 14 anos e hoje é de sete anos, o que representou um esforço financeiro muito grande, que vai ser recuperado ao longo dos anos porque representa uma poupança em termos de manutenção. Ao nível de limpeza pública cobrimos já cerca de 300 km de arruamentos e pedimos igualmente à população que nos indique situações irregulares para que sejam corrigidas o mais rapidamente possível.

MH - Falou na certificação de qualidade como um dos pontos altos deste ano, mas no entanto a expressão é um pouco nublosa para muitas pessoas. O que mudou na prática no serviço da Maiambiente com a certificação de qualidade?

CM - Em termos práticos, a Maiambiente teve de se adaptar às normas de certificação criando condições internas e externas. De um forma geral, a norma exige que se preste um serviço que vá de encontro às necessidades do cliente. Portanto, é preciso saber quais são essas necessidade e adaptar-se de forma a responder a isso. De uma forma marginal, criamos procedimentos que permitem obter este objectivo e em simultâneo, comprovar que o objectivo foi atingido. Por exemplo, se a população quer que a recolha dos resíduos seja eficiente, a Maiambiente teve de criar mecanismos que permitam provar que essa recolha é de facto eficiente. Para isso, teve de criar impressos, teve de dar formação ao pessoal e criar condições para fiscalizar todos os procedimentos. Tudo isto tem de ficar registado para posteriormente ser auditado por essa entidade certificadora. De uma forma mais abrangente, o sistema de gestão da qualidade de uma empresa, muito mais que uma bandeira e um certificado, é uma ferramenta de gestão muito interessante porque obriga a empresa a cumprir um conjunto de regras que vai permitir obter o certificado e mantê-lo no futuro. Nós fomos auditados em Setembro e vamos ser novamente auditados em Setembro de 2006 e nessa altura teremos que provar que ao longo do ano melhoramos a qualidade do serviço. Tudo isto sempre com o objectivo de ir ao encontro da satisfação do cliente.

MH - Ainda dentro deste âmbito, há objectivo de obter outros tipos de certificação?

CM - Esse é um objectivo para 2006 que já está em curso. Queremos dar os primeiros passos no sentido de obter a certificação em duas outras áreas, mais precisamente no Ambiente e na Higiene e Segurança no Trabalho. No caso do Ambiente dou como exemplo o tratamento do ar ou o ruído e no caso da Higiene e Segurança dou como exemplo os acidentes de trabalho e a medicina no trabalho. Durante 2006 vamos fazer um levantamento de riscos e se chegarmos à conclusão que estamos num estágio avançado, avançaremos para esses processos de certificação ainda em neste ano. Outro objectivo, por ventura não realizável em 2006, tem a ver com a responsabilidade social que é uma questão que começa a estar cada vez mais em voga. Neste momento já temos a esse nível algumas iniciativas, particularmente a inclusão de pessoas com limitações físicas e iremos no futuro preocupar-nos de forma mais empenhada nesta área. No entanto, a certificação ao nível da responsabilidade social da empresa será mais para médio prazo.

MH - Referiu que em 2005 se atingiu a "velocidade de cruzeiro" na Maiambiente. Como será este ano de 2006?

CM - Quando referi esse termo estava a ser um pouco redutor. Temos como sonho e objectivo ser considerados pelos clientes e pelo mercado como uma empresa de excelência e de referência. Para conseguir esses objectivos não podemos estar parados e temos de inovar ao nível dos serviços e melhorar ao nível do desempenho. Para conseguir isto temos de fazer coisas novas e diferentes. Não podemos dizer que a "velocidade de cruzeiro" é um objectivo porque nunca estaremos parados.
Vivemos num período de algumas dificuldades no país e na Maia, também ao nível financeiro. Para fazer coisas novas é preciso investimento e portanto, a capacidade da empresa para inovar está algo limitada. Em relação ao ano anterior, temos um crescimento no orçamento na ordem dos 450 mil euros, que resulta de quatro factores: a inflação, a alteração da taxa do IVA e fundamentalmente o aumento do custo dos combustíveis. Isto porque o nosso serviço é feito por viaturas pesadas que consomem uma quantidade muito considerável ao nível do combustível. As pessoas não têm ideia que estes veículos consomem cerca de 60L por 100km, para além dos custos anuais de manutenção por viatura, que andam na casa dos dez mil euros. Outro factor tem a ver com subcontratações, nomeadamente com a limpeza pública. Em Julho de 2005 fizemos um contrato onde alargamos a área coberta de 200 para 300 km. Estes factores resultam então neste aumento de 450 mil euros e que representam sensivelmente 5% em relação ao ano anterior.
Em todo o caso, o que está planeado para 2006 é logo no início do ano uma remodelação do serviço de recolha selectiva a empresas comerciais e serviços que vai passar a ser feito de forma diferente, através de um chamada telefónica. Pretende-se que a empresa só faça o serviço quando for necessário. Para isso, vamos disponibilizar um número verde e pretendemos ter um serviço de resposta até às 48 horas. Depois, teremos um serviço piloto no País que é a recolha selectiva porta a porta de material eléctrico e electrónico. Isto resulta de uma directiva comunitária e é um projecto que vai ser feito com a colaboração da Lipor. Também pretendemos alargar a recolha selectiva em clientes empresariais e depois temos um projecto maior e mais complexo que envolve investimento maiores. Por um lado, a "contentorização" do Concelho que na prática se traduz na distribuição gratuita de contentores individuais, expandindo o serviço que já existe no centro da cidade. Este é um projecto que acredito não ser possível concluir em 2006 porque estamos a falar na necessidade de adquirir algo como 25 mil contentores e com isso investir 500 mil euros. Em paralelo e associado a este projecto, temos outro a que chamamos a identificação de contentores. Os contentores a distribuir terão um identificador electrónico que terá depois nas viaturas um sistema de leitura desse identificador e que permitirá recolher dados de forma automática relativos à recolha. Com este sistema pretende-se fazer uma remodelação da forma como o serviço é prestado, quer em termos de dia de recolha, quer em termos de horário de recolha. Isto porque temos verificado que as coisas não param, o que era no passado uma zona rural é hoje uma zona urbana e o que era um arruamento estreito é hoje uma avenida. Isto obriga-nos a adaptar os serviços a esta nova realidade e tem que ver desde logo com a optimização dos próprios serviços.
Para 2006, uma das tarefas mais importantes da empresa está relacionada com a reorganização e remodelação dos serviços da cidade e de fora da cidade. Pretende-se no futuro fazer chegar a todo o Concelho um serviço que seja semelhante, não havendo nenhuma distinção entre cidade e fora da cidade.

MH - Quando é que isso será possível?

CM - Penso que em temos teóricos, a partir do momento que a "contentorização" esteja concluída, esse objectivo estará atingido. Se tivermos aliado a este ponto a racionalidade, penso que isso será conseguido e estaremos a par das regiões mais desenvolvidas da Europa Central. Aliás, este serviço que referi da recolha selectiva porta a porta de cinco fracções é único no Mundo. Isto significa que estamos neste ponto até um passo à frente dessas regiões. É óbvio que para termos estes serviços com esta qualidade, isto exige investimentos e receitas. Neste momento, a empresa é excessivamente dependente de subsídios à exploração, isto porque o que é a tarifa de resíduos sólidos não cobre, nem de perto, nem de longe, os custos reais do serviço. Há necessidade de equacionar um estudo de actualização gradual da tarifa de forma a que a médio prazo, apenas com recurso a receitas próprias, conseguir a sustentabilidade da empresa. Mas é um assunto que irá ser tratado nas próximas semanas e está dependente do que vier a ser a actualização do preço do tratamento de resíduos que não depende de nós. É uma situação que nos preocupa porque a receita que a Câmara consegue através da tarifas dos resíduos sólidos é encaminhada para a recolha de resíduos, para o tratamento de resíduos e limpeza pública. É importante equacionar uma actualização gradual dessa tarifa para garantir a sustentabilidade do serviço, isto se quisermos um serviço com qualidade. Não podemos ter uma boa qualidade de serviço e ter um custo de um serviço do terceiro mundo. Até porque a população da Maia em comparação com os concelhos limítrofes, é exigente.

MH - Isso implicará um grande aumento, ainda que gradual?

CM - Eu diria que neste caso, seria por ventura preferível falar de um aumento de valores absolutos. Os estudos que temos dizem que hoje em dia, e fazendo um cálculo ao custo mensal, um cliente doméstico paga um valor na casa dos três euros e dez cêntimos. Isto é por comparação com o que custa o serviço, um preço social. Está muito aquém do que custa o serviço. A título de exemplo, por comparação com o concelho do Porto, que tem vindo a ser referido nos jornais nas últimas semanas, a Maia tem 125 mil habitantes enquanto o Porto rondará os 300 mil habitantes. Na Maia temos 160 funcionários enquanto o Porto tem cerca de 600 funcionários só com a função de cantoneiros. Diria que já estamos a conseguir uma grande racionalização de custos tendo em conta o serviço que existe.
Com uma actualização na casa dos 30 a 50 cêntimos por mês, penso seria possível no horizonte de oito anos garantir a sustentabilidade dos serviços. Mas isto que estamos a falar, não diz respeito à Maiambiente mas à Câmara. É dela a responsabilidade de definir o valor das tarifas, mas esta actualização, que nos parece aceitável, iria permitir que a empresa pudesse pensar de uma forma mais realista, na necessidade de fazer esses investimentos com vista à tal qualidade total de que falava. Talvez em breve possa haver alguma novidade, porque li ainda há pouco tempo que a Lipor terá feito um estudo que apontava para uma actualização de 28% nos custos de tratamento de lixo. A Câmara terá que ter uma posição sobre o assunto e terá que ponderar uma correcção aos custos do serviço.

MH - Para além destas, há outras preocupações para o futuro?

CM - Uma das grandes questões que nos preocupam são as instalações da empresa. Estamos numas instalações alugadas e que são claramente deficitárias do ponto de vista da área e com uma localização pouco ideal. É também objectivo da empresa para 2006 pesquisar oportunidades para se reinstalar em outro local que não no centro da cidade. Pensamos que do ponto de vista do impacto ambiental seria desejável a instalação numa zona não residencial e com facilidade de acessos, até porque temos muitas viaturas e pesadas a circular quase 24 horas por dia. Seria também desejável que ficássemos situados proximamente do local de tratamento que é a Lipor 2. É uma necessidade que sentimos a cada dia que passa porque este espaço é de facto reduzido, tendo em conta as características da nossa actividade.

António Manuel Marques


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SGS in Portugal
Informações • Ecopontos para todos (notícia in Primeira Mão) • Feriado Municipal - 2ª-feira, 12 de Julho de 2010 - Recolha de RSU • MAIACT 2010 - Todas as Informações (notícia in Portal Juventude C.M. Maia) • Tentativa de burla em nome da Lipor (notícia in Primeira Mão) • Nova entidade gestora de resíduos apresentada ao Governo (notícia in Portal Ambiente Online)
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