Plastval defende alterações ao Sistema Integrado de Gestão de Resíduos e Embalagens (notícia in Portal Ambiente Online)26-02-2010
«Como vamos fazer?» Foi a pergunta que mais se ouviu no seminário “2010-2020: O AVATAR do Sistema Integrado”, dedicado ao Sistema Integrado de Gestão de Resíduos e Embalagens (SIGRE), organizado pela Plastval.
Antes dos desafios, vieram as certezas: «O sistema, a continuar assim, caminha a passos rápidos para a insustentabilidade». Rui Toscano, da Plastval, defende que o sistema tem de ser repensado, já que a quantidade de resíduos vai aumentar, levando a mais investimento e a uma necessidade de racionalizar as actuais capacidades.
Presente também no evento, Carlos Raimundo, presidente da Ipodec, concorda com a necessidade de mudança de paradigma, nomeadamente no que diz respeito à gestão da Sociedade Ponto Verde (SPV). «Inicialmente os objectivos da SPV eram, entre outros, a estabilização dos preços da retoma dos materiais e o financiamento dos custos acrescidos da recolha selectiva, objectivos que têm sido distorcidos», sublinha.
Entre as críticas apontadas à SPV estão a maneira como são feitos os cálculos dos valores de contrapartida, que estão «incomportáveis» e que, dizem, «irão levar à falta de viabilidade da própria Sociedade Ponto Verde».
«É preciso ter coragem - e mudar os pressupostos legais», avisa António Rosseau, representante da Dispar. Nesse caso, acrescenta, seria possível criar uma nova entidade que se posicionasse ao nível da SPV e concorresse directamente com esta. Outra das soluções propostas seria a mudança da estrutura accionista da SPV, cuja maioria pertence à Embopar (54,2 por cento), que representa as empresas embaladoras/importadoras.
Diana Catarino